| Design e Consumo |
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Quando uma pessoa diz “Eu gosto do design de tal objeto”, ela não está dizendo apenas que gosta ou concorda com as formas, cores, materiais, textura e estilo; funções ou praticidade do que vêem, mas estão expressando um juízo estético: estão demonstrando o impacto e os estímulos sensoriais, emocionais e estéticos que este “design” exerce em termos psicológicos sobre ela. Quando eu digo que gosto do design de algo, expresso que me identifico ou desejo “ser” ou “ter” as expressões de estilos e as características visuais ou signícas daquela coisa para mim. O design é um carregador de sentido e estilo, e também, convencionalmente, de bom gosto e estilo artístico. Usa-se o design para expressar o gosto pessoal, dizer quem se é, e para criar uma auto-expressão diferenciada, ‘original’ e particular. Os designers se transformaram em intermediários simbólicos e culturais. Eles sabem que são responsáveis pela significação do real e pela produção de significados simbólicos no mundo de hoje. Mais do que criar, propagar ou promover conceitos, imagens e signos, eles conseguem multiplicar infinitamente seus significantes. Uma mesma coisa pode ser e significar qualquer outra. Podemos criar cadeiras das mais diversas formas, materiais, funções e tipos. Sabem que a relação entre as coisas e seus significados é arbitrária. Uma cadeira é um assento ou até mesmo uma peça de coleção feita para mera exposição. Ao recriar uma mesma coisa fazendo mudanças estruturais mínimas, refuncionalizando, substituindo materiais, cores e formas, eles permitem novas escolhas e gostos individualizados. Criam estilo, mas acima de tudo individualidade.
(...) © Sergio Lage for Fashion Bubbles, 2008. | Permalink | Nenhum comentário | Quer saber mais sobre este assunto? Leia o que já foi publicado em Estilo. No tag for this post.Related postsLeia mais em: |
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