| Ingenuidade e deslumbre marcam novos negócios da moda brasileira |
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A nova tendência é difícil de usar. Chegou com estardalhaço na temporada passada e se estende aos trancos e barrancos por esta nova edição do São Paulo Fashion Week. A “novidade” já deu dor e cabeça para estilistas de renome como Alexandre Herchcovitch e Fause Haten, além da grife Zoomp, cooptados pela gestora de grifes Identidade Moda (I’M). Os dois primeiros se desligaram da nova empresa, e a Zoomp acabou de fora do SPFW — tudo por causa de problemas financeiros. Enquanto Herchcovitch conseguiu desfazer o negócio, Fause Haten perdeu a grife que leva seu nome inteiro, relembrando o caso Marcelo Sommer, que vendeu sua grife Sommer ao grupo familiar AMC Têxtil em 2004 e acabou afastado por divergências de criação. “Eles achavam que iam ganhar milhões, mas na verdade iam gastar milhões. Acho que foi ingenuidade”, disse a editora de moda Regina Guerreiro sobre os empresários e estilistas do caso I’M. (…) Para Regina Guerreiro, a “tendência” precisa, para dar certo, de grupos muito fortes financeiramente para um investimento eficaz e de um produto mais caprichado. “Não é apostando na moda que a gente está fazendo ainda que a gente vai conseguir exportar”, disse Regina, explicando que só beachwear e jeanswear brasileiros exportam de verdade. “Acho que a moda brasileira deveria apostar mais em básicos, em uma ótima qualidade e acabamento, e deixar as pessoas personalizarem esses básicos”, disse. “Porque a moda vai pra isso. Todos os caminhos já foram percorridos. Mais um babado, menos um babado, não vai mudar o futuro de ninguém.” (…) Leia o artigo completo no Estadão. © Edgard Almeida for Fashion Bubbles, 2008. | Permalink | Nenhum comentário | Quer saber mais sobre este assunto? Leia o que já foi publicado em Negócios. Tags: Consolidação da Moda Brasileira, Fause Haten, Herchcovitch, I'M, InBrands, ZoompRelated postsLeia mais em: |
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