| ?A moda brasileira é uma sombra sem corpo?, diz Jum Nakao |
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No ateliê de Jum Nakao ? instalado numa garagem na Vila Clementino, onde a única coisa que não se vê é glamour ? ainda estão penduradas no teto parte das criações de seu último desfile na São Paulo Fashion Week, em 2004. Na ocasião, o estilista colocou na passarela modelos com vestidos feitos de papel, que foram rasgados ao final da apresentação. Mais do que transgressor, o gesto significou o rompimento de Nakao com as semanas de moda e o fim da marca que levava seu nome. ?Ter uma grife com um trabalho autoral se tornou cronicamente inviável?, opina o estilista, crítico ferrenho da moda brasileira. ?Em termos culturais somos reféns das tendências internacionais. É um trabalho medíocre, de reprodução e adaptação?. Nakao se afastou das passarelas, mas não do mundo fashion com o qual está envolvido há mais de 25 anos. Além de professor do curso de pós-graduação em Direção e Criação de Moda, da FAAP, desenvolve projetos artísticos ligados à moda em parcerias com museus e fundações internacionais e é autor do livro ?A costura do invisível?. ?Abdiquei de ser estilista para ser um agente transformador?, diz ele. Avesso ao burburinho das “fashion weeks” brasileiras, o estilista diz que a indústria não está tão bem quanto deixa transparecer. ?O povão conhece a Gisele Bündchen e sabe o que é Dior, Gucci, Louis Vuitton… Agora, tente perguntar para o mesmo povão quem é Ronaldo Fraga ou quem é Herchcovitch?, desafia.
(...) © Edgard Almeida for Fashion Bubbles, 2008. | Permalink | Nenhum comentário | Quer saber mais sobre este assunto? Leia o que já foi publicado em Moda Brasil. Tags: identidade brasileira na moda, negócios da moda, Reflexões sobre modaRelated postsLeia mais em: |
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